quinta-feira, 1 de maio de 2014

BARBOSA DETERMINA "VOLTA GENOINO"

Barbosa determina volta de Genoino ao presídio da Papuda

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, determinou ontem que o ex-deputado federal José Genoino volte para o presídio da Papuda, no Distrito Federal.
Genoino cumpre prisão domiciliar temporária desde novembro do ano passado. Nesta semana, novo laudo do Hospital Universitário de Brasilia (HUB) concluiu que o estado de saúde do ex-parlamentar não é grave.
Ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto no processo do mensalão.

De acordo com decisão de Barbosa, Genoino deverá se apresentar no presídio no prazo de 24 horas, sob pena de expedição de mandado de prisão.

Segundo o presidente do STF, o ex-deputado deve voltar a cumprir a pena no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), pois dois laudos, feitos pela junta médica, concluíram que o “quadro clínico do condenado não apresenta a gravidade alegada”. Na decisão, Barbosa também destacou que o ex-deputado poderá ser acompanhado pelos médicos de sua escolha e terá garantia de atendimento médico, se precisar.
Na defesa apesentada ao Supremo, o advogado do ex-parlamentar, Luiz Fernando Pacheco, defendeu que ele cumpra prisão domiciliar definitiva.

De acordo com o advogado, Genoino é portador de cardiopatia grave e não tem condições de cumprir a pena em um presídio, por ser “paciente idoso, vítima de dissecção da aorta”. Segundo Pacheco, o sistema penitenciário não tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-parlamentar.
Enviado na semana passada ao STF, o novo laudo médico concluiu que o estado de saúde do ex-deputado continua estável, assim como no primeiro laudo pericial, feito em novembro do ano passado.

Genoino teve prisão decretada em novembro do ano passado e chegou a ser levado para a Papuda. Mas, por determinação de Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. Durante o período em que ficou na Papuda, o ex-deputado passou mal e foi levado para um hospital particular. (da Folhapress, com informações da Agência Brasil)

TERMINOU PRAZO DO PMDB

Prazo do PMDB acaba e Eunício diz esperar "reciprocidade" de Cid

Senador do PMDB aguardava definição de Cid sobre apoio até o fim de abril. Mas Cid, após reunião com Dilma, disse que prefere escolher candidato só em junho. Para vice do PMDB, aliança com Cid "foi boas enquanto durou"
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AGÊNCIA SENADO
Eunício lembrou apoio a Cid em duas eleições

No dia em que terminou o prazo do PMDB para que o governador Cid Gomes (Pros) decidisse se apoiaria a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) ao Palácio da Abolição, Eunício disse ao O POVO que o prazo na verdade era do PMDB para ele, e não dele para o governador, e que aguarda a reciprocidade pelo apoio a Cid em 2006 e 2010. O governador, por sua vez, disse que ele e o senador não devem nada um ao outro, conforme O POVO mostrou na segunda-feira.

Já o vice-prefeito de Fortaleza e vice-presidente do PMDB no Ceará, Gaudêncio Lucena, afirmou também ontem que a aliança com Cid foi “boa enquanto durou” e que o partido está livre para negociar com outros partidos.

As declarações dos líderes do PMDB cearense surgiram dois dias após Cid ter reunião com a presidente Dilma Rousseff e afirmar, segundo o jornal O Globo que, embora não descarte apoiar Eunício, precisa olhar primeiro para o Pros e que, em função disso, tem “situações a administrar”.

“O Pros é maior que o PMDB e tem gente no meu partido que quer ser candidato”. Cid disse ainda que prefere escolher seu candidato só em junho, depois das definições da oposição.

Sem comentários
Eunício disse que não comentaria as afirmações de Cid ao jornal carioca. “Não vou comentar. Minha posição está clara. No dia 28 de março, fui comunicar ao governador (em reunião no Palácio da Abolição) que meu partido desejava candidatura própria e desejava o apoio dele, esperando a reciprocidade dele, porque votei duas vezes nele para o governo”, disse o senador e presidente estadual do PMDB.

“Boa enquanto durou”
Enquanto isso, Gaudêncio Lucena afirma que o PMDB está livre para negociar palanques com “qualquer partido” a partir desta quinta-feira, 1º. 

“(A aliança com Cid) foi boa enquanto durou. Já que não é possível manter, isso pois integrantes do Pros também têm interesse em permanecer no governo, vamos para as ruas”, disse ontem em entrevista ao Blog do Eliomar.

“Pode ser que a gente se encontre no segundo turno ou, quem sabe, o Eunício seja eleito logo no primeiro”, completou Gaudêncio.

Eunício disse que também não comentaria a declaração do correligionário.

Segundo Gaudêncio, o PMDB deverá negociar com outras legendas a partir desta quinta para a formação de palanques peemedebistas no Estado. O vice-prefeito evita antecipar quais partidos estão envolvidos nessas conversas, mas antecipa que são “vários”.

Eunício citou ontem alguns interlocutores. “Hoje mesmo conversei com o Roberto Freire (presidente nacional do PPS). Ontem fiquei até duas da manhã conversando com o PT, através do ministro Aloizio Mercadante. Hoje conversei com o Eduardo Campos, com o doutor Lúcio (Alcântara, presidente do PR no Ceará). Daqui até a data da convenção do PMDB (10 de junho), vamos conversar com os partidos”.(com O POVO Online e Blog do Eliomar)

UM ÍDOLO


Senna teria sobrevivido se "coisas 




simples" tivessem mudado antes, diz 




médico


Tricampeão mundial não escondia preocupação com falhas na segurança da F-1.
Modificações adotadas após acidente fatal poderiam ter salvado sua vida em Ímola

Por Rio de Janeiro
Há exatos 20 anos, a trágica morte de Ayrton Senna no GP de San Marino, terceira etapa da temporada de 1994, causou uma comoção sem precedentes na história do esporte mundial, e também deu início a uma verdadeira cruzada por mais segurança na categoria mais nobre do automobilismo. O triste desfecho da carreira do tricampeão mundial foi a "gota d’água" para acabar com um estigma que maculava a Fórmula 1 desde seu surgimento. Após a corrida de Ímola, a FIA implementou uma série de mudanças fundamentais para reduzir a ocorrência de acidentes nos anos seguintes. 
O trágico acidente na curva Tamburello interrompeu a carreira vitoriosa de Ayrton Senna na F-1 (Foto: Getty Images)O trágico acidente na curva Tamburello interrompeu a carreira vitoriosa de Ayrton Senna na F-1 (Foto: Getty Images)


Para o médico Dino Altmann, que atua na Fórmula 1 há 24 anos e integra a comissão médica da FIA, os avanços introduzidos na Fórmula 1 após o GP de San Marino de 1994 poderiam ter salvado a vida de Senna, caso a entidade tivesse acelerado o processo de mudanças. 

- Sem dúvida nenhuma ele teria sobrevivido. O impacto dele foi em um ângulo favorável. Velocidade alta, mas ângulo favorável. Eu acredito que simplesmente se a roda do carro não tivesse desprendido, teria salvo a vida dele. É uma coisa muito simples, um item só, não precisaria nem de todos os outros itens de segurança. Somente este aspecto já teria salvo a vida dele. Eu pelo menos acredito nisso - avalia Altmann.

A lista de mudanças adotadas pela FIA após o acidente é extensa: cockpit menos exposto, que protege mais o ocupante; sistema de proteção da coluna cervical em caso de impacto; reforço estrutural dos chassis; ampliação das áreas de escape das pistas; padronização do serviço de resgate e modernização dos hospitais montados nos circuitos, entre outras. Graças a essas novidades, acidentes gravíssimos ocorridos depois tiveram consequências menos desastrosas, e nenhum piloto perdeu a vida em eventos relacionados à F-1 desde então. A grande transformação acabou se tornando um dos principiais legados deixados por Senna na categoria.

- As mudanças já vinham acontecendo, mas as modificações adotadas depois da morte dele tiveram um impacto muito maior. Ele era um piloto claramente preocupado com a segurança, e a perda de um ídolo com sua grandeza acaba provocando uma reação enorme. Hoje, não vemos mais rodas se desprendendo do carro. Levantaram a lateral do veículo, e os pilotos não ficam mais tão expostos quanto na época do Ayrton. O que era apenas um apoio de cabeça virou um acolchoado em volta do cockpit. Uma série de melhorias foram adotadas - explica Dino Altmann.
Mosaico Acidentes F-1 Pós Senna (Foto: Getty Images e AP)(Foto: Getty Images e AP)


Entre 1952 e 1994, 38 pilotos foram vítimas de acidentes fatais em testes ou corridas da F-1. As colisões de grandes proporções continuam acontecendo com frequência na categoria, mas os especialistas apontam que a reformulação dos critérios de segurança explica a sobrevivência de pilotos como Martin Brundle, antigo rival de Senna na Fórmula 3 Inglesa e protagonista de um acidente impressionante no GP da Austrália de 1996. A lista de “milagres” é extensa, como as batidas de Robert Kubica, no Canadá, em 2007, e de Mark Webber, na Espanha, em 2010. Nos dois casos, os pilotos saíram do carro praticamente ilesos.

Mesmo nos casos em que os pilotos sofreram algum tipo de lesão, a atuação da célula de sobrevivência impediu novas fatalidades. O cockpit altamente resistente, produzido com fibra de carbono e kevlar, teve papel fundamental em episódios como o gravíssimo acidente do brasileiro Luciano Burti no GP da Bélgica de 2001. A bordo de um carro da Prost, Burti se tocou com o irlandês Eddie Irvine e se chocou contra a barreira de pneus a 270km/h. A batida foi tão intensa que o piloto sofreu uma concussão cerebral, uma hemorragia craniana e ficou cinco dias em coma, três deles induzidos pelos médicos. O brasileiro, que atualmente disputa a Stock Car, retornou ao volante de um F-1 apenas quatro meses depois, mas levou dois anos para ficar totalmente recuperado. 
O carro da Prost pilotado por Luciano Burti ficou completamente destruído após acidente em Spa-francorchamps, em 2001 (Foto: Getty Images)O carro de Luciano Burti ficou completamente destruído após acidente em Spa-francorchamps, em 2001 (Foto: Getty Images)




Apreensão marcou corrida de Ímola

Senna estava disposto a correr riscos para lutar pelo lugar mais alto do pódio. Mas, apesar da audácia e coragem sem limites, o brasileiro tinha um posicionamento bastante crítico sobre as falhas de segurança da Fórmula 1. Ícone de um esporte marcado por inúmeras mortes ao longo das décadas, Senna estava preocupado com as mudanças impostas pela FIA para a temporada de 1994, quando recursos eletrônicos como a suspensão ativa e o controle de tração, que contribuíam para aumentar a estabilidade do carro, haviam sido proibidos.

- Temos vários novatos de uma vez só. Com o novo regulamento, novos carros, novos circuitos, as circunstâncias não colaboram para a segurança adequada de todos nós. Então, pudemos ver acidentes nas duas primeiras corridas. Alguns bem fortes e outros, por sorte, nem tanto, mas que comprometeram a corrida dos outros pilotos e que poderiam ter consequências catastróficas - disse Senna ao jornalista croata Ivan Blazicko, em 28 de abril de 1994, apenas três dias antes do fatídico GP de San Marino.

Após conquistar três títulos mundiais com a McLaren, Senna havia finalmente assinado com aWilliams, equipe que havia faturado os dois últimos campeonatos graças aos avançados recursos eletrônicos que tornavam a pilotagem mais firme e segura. Com o banimento das tecnologias pela FIA, sob o argumento de deixar o campeonato mais competitivo, a escuderia fundada por Sir Frank Williams enfrentava dificuldades para aperfeiçoar o comportamento do novo FW16, carro projetado pelo renomado engenheiro Adrian Newey. 
Ayrton Senna momentos antes da largada do GP de San Marino de 1994: fome de vitória e preocupação com segurança (Foto: Getty Images)Ayrton Senna momentos antes da largada do GP de San Marino de 1994: preocupação com segurança (Foto: Getty Images)




Apesar do favoritismo ao título, Senna demonstrava apreensão diante de um carro “arisco" e “pouco confiável”, como ele mesmo se referia. O início da temporada começou difícil para a Williams, e o brasileiro sequer conseguiu completar as etapas do Brasil e do Pacífico. O fim de semana da terceira corrida foi marcado por uma espantosa sequência de acidentes, como o gravíssimo impacto de Rubens Barrichello durante os treinos livres da sexta-feira e a morte do austríaco Roland Ratzenberger no classificatório do sábado. A corrida do domingo começou com uma pavorosa colisão entre J.J. Lehto e Pedro Lamy, e a relargada após a saída do safety car foi logo interrompida pelo choque fatal de Ayrton no muro da curva Tamburello, a 210 km/h.

Nas semanas que antecederam o acidente, Senna se mostrava disposto a articular os pilotos para reivindicar melhorias. Entretanto, a reativação da Associação de Pilotos, que havia sido dissipada em 1982, só foi consolidada após a morte do tricampeão. Desde então, os competidores da principal categoria do automobilismo têm participação ativa nas discussões sobre melhorias para o campeonato.

- O Ayrton, naquele dia, no fim de semana em geral, ele tinha voltado a falar sobre uma associação de pilotos, porque ele achava que o carro tinha que ser mais seguro. E me sinto muito lisonjeado em ter sido presidente da GPDA (Associação de Pilotos) e ter tentado melhorar a Fórmula 1 em certas condições. O legado que ele nos deixou é enorme - afirma o compatriota Rubens Barrichello, presidente da entidade entre 2010 e 2012.
Ayrton Senna tinha um claro objetivo ao assinar com a Williams: conquistar o tetracampeonato mundial (Foto: Getty Images)A preocupação de Ayrton Senna com a segurança se tornou um de seus principais legados (Foto: Getty Images)
Semana #SennaSempre

Nesta semana em que completam-se 20 anos do adeus a Ayrton Senna, o GloboEsporte.com apresenta matérias especiais e entrevistas exclusivas em homenagem ao ídolo brasileiro, além de cobertura "in loco" do "Ayrton Senna Tribute 1994/2014”, evento de quatro dias que será realizado em Ímola em memória ao tricampeão. Fique ligado e confira tudo em nossa página especial “Senna para Sempre”.
Cartaz de divulgação do evento Ayrton Senna Tribute em Ímola (Foto: Divulgação)"Ayrton Senna Tribute" terá cobertura "in loco" do GloboEsporte.com em Ímola, na Itália (Foto: Divulgação)

FALA POLÍTICA

Fala política

Numa tentativa de estancar a queda na aprovação de seu governo e na intenção de votos, atestada pelas últimas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento em tom essencialmente político nas comemorações pelo Dia do Trabalhador.

Dilma tocou em assuntos que estão provocando desgaste ao governo, como inflação, corrupção e situação da Petrobras, e ainda anunciou algumas “bondades” e outras promessas: o reajuste do benefício do Bolsa Família em 10%, o reajuste da tabela do Imposto de Renda, que só entrará em vigor no ano que vem, e ainda a promessa de manutenção da política de valorização do salário mínimo.

Ao longo do dia, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante, recomendou a aliados que assistissem ao pronunciamento de Dilma que estava sendo avaliado dentro do governo como uma iniciativa que poderia reverter a maré de más notícias do governo, em particular dentro da base. 

No pronunciamento em rede nacional de televisão, Dilma se apresentou como “o governo da mudança”, neste momento em que as pesquisas mostram que mais de 70% da população querem mudanças no comando do país. Dilma afirmou: “Vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média”.

O pronunciamento foi construído como uma resposta aos problemas que estão afetando a popularidade da presidente. Dilma fez uma forte defesa da Petrobras, disse que não ouvirá calada críticas com objetivos políticos e prometeu combater a corrupção. E com frases fortes para associar o governo aos trabalhadores.

"Nosso governo não será o governo do arrocho salarial e da mão dura contra o trabalhador", disse a presidente que aproveitou para dar estocadas em adversários. Sem citar nomes, afirmou: "Algumas pessoas reclamam que o nosso salário-mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário-mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário-mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores".

Fonte: g1

GENOINO NOTIFICADO

Genoino é notificado sobre prisão e se entregará nesta quinta, diz advogado

Ex-presidente do PT foi condenado a 4 anos e 8 meses por mensalão.
Ele cumpria pena em casa, mas Supremo determinou retorno ao presídio.

Mariana OliveiraDo G1, em Brasília
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O advogado Claudio Alencar, que defende o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino (PT), afirmou que a defesa foi notificada por volta das 20h desta quarta-feira (30) da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, sobre o "imediato retorno" à prisão.
Segundo Alencar, Genoino se entregará nesta quinta-feira (1º), em horário que ainda será definido. "A decisão dele [José Genoino] foi pernoitar em casa e depois ver como fará", disse o advogado.
Condenado no processo do mensalão do PT, Genoino estava em prisão domiciliar provisória desde novembro do ano passado em razão de problemas de saúde.
Nesta quarta, Joaquim Barbosa decidiu que o ex-deputado tem 24 horas, a contar da intimação, para se apresentar ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) do presídio da Papuda, em Brasília, onde também cumpre pena o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Se Genoino não se apresentar, será expedido um mandado de prisão.
O quadro clínico do condenado José Genoino não apresenta qualquer singularidade comparado ao de centenas de outros detentos que atualmente cumprem pena privativa da liberdade no Distrito Federal. Os dois laudos fornecidos pela junta médica oficial (que o apenado não conseguiu desqualificar) afirmam taxativamente que o quadro clínico do condenado não apresenta a gravidade alegada."
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal
"Indefiro o pedido de conversão do regime prisional do apenado José Genoino Neto. Determino o imediato retorno do apenado ao sistema prisional do Distrito Federal, onde deverá cumprir sua pena", afirmou Barbosa em sua decisão.
Genoino cumpria a prisão domiciliar em uma casa alugada em Brasília, onde também moram familiares.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão, o ex-deputado, que tem problemas cardíacos, foi preso em novembro do ano passado, mas passou mal no presídio e, desde então, obteve o direito a cumprir temporariamente a pena em prisão domiciliar provisória. A defesa pleiteava a prisão domiciliar definitiva.

Nesta semana, chegou ao Supremo um laudo médico assinado por cardiologistas da Universidade de Brasília (UnB), feito a pedido de Joaquim Barbosa, que avaliou que não há motivos clínicos para Genoino ser mantido em prisão domiciliar. Segundo o documento, o quadro clínico do petista está "plenamente estabilizado" e ele se recuperou da cirurgia cardíaca à qual foi submetido no ano passado.
Em novembro, após examinarem Genoino, os médicos da UnB já tinham manifestado ao STF a opinião de que o ex-deputado não precisava ficar em casa para se tratar de problemas cardíacos. No entanto, por conta de uma recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Joaquim Barbosa decidiu deixar o condenado em prisão domiciliar provisoriamente.
'Ausência de doença grave'
Na decisão de nove páginas, Barbosa afirma que a nova perícia médica "indica, claramente, a ausência de doença grave que constitua impedimento para o cumprimento de pena no regime semiaberto".

"O quadro clínico do condenado José Genoino não apresenta qualquer singularidade comparado ao de centenas de outros detentos que atualmente cumprem pena privativa da liberdade no Distrito Federal. Os dois laudos fornecidos pela junta médica oficial (que o apenado não conseguiu desqualificar) afirmam taxativamente que o quadro clínico do condenado não apresenta a gravidade alegada."
Trabalho externo
Depois que for preso, José Genoino poderá pleitear trabalho externo, que lhe dará direito a sair durante o dia para trabalhar. Se isso acontecer – e se o pedido for aceito pela Justiça –, ele será transferido para o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Brasília, onde ficam os presos com autorização para trabalhar, como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado do PR Valdemar Costa Neto.

Além disso, pelas regras de progressão de regime, Genoino poderá pedir para passar do regime semiaberto para o aberto em agosto deste ano, após o cumprimento de um sexto da punição. Como não há estabelecimento de regime aberto em Brasília, ele poderá obter prisão domiciliar.
PT
No Congresso, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que é um "equívoco" o fato de Joaquim Barbosa ser relator e executor das penas dos condenados do mensalão.

"A impressão que dá é que a preocupação é mais de vingança do que de garantir o cumprimento adequado da sentença. Óbvio que para uma pessoa que tem a gravidade do estado de saúde que ele tem, que passou recentemente por uma cirurgia delicada, o presídio não é lugar mais adequado. Agora, o presidente o STF passa a se responsabilizar por tudo o que acontecer com ele lá", afirmou o senador.