quarta-feira, 23 de abril de 2014

RECURSOS DO FGTS NA CAIXA

COM RECURSOS DO FGTS NA CAIXA

Imóvel: sai regra para transferir financiamento

23.04.2014

As novas regras entram em vigor no dia 5 de maio, mas esbarram na burocracia e na falta de divulgação sobre o tema

Credito Imobiliario
Apesar das dificuldades, a portabilidade no caso dos financiamentos imobiliários pode ser muito vantajosa ao cliente - caso feita de forma simples -, uma vez que os contratos costumam ser de longo prazo
FOTO: FABIANE DE PAULA
Fortaleza/São Paulo. A Caixa Econômica Federal publicou ontem, no Diário Oficial da União (DOU), uma circular com os critérios e procedimentos operacionais para a execução de portabilidade de financiamentos habitacionais com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As novas regras entrarão em vigor no dia 5 de maio e permitem ao cliente bancário pedir a transferência de operações de crédito de um banco para outro que ofereça taxa de juros mais baixa.
As normas já haviam sido aprovadas pela Caixa em março último, mas era necessária a divulgação no Diário Oficial. Com as novas normas, ficam detalhados os trâmites que os bancos que financiam pelo Minha Casa, Minha Vida - basicamente, Caixa e Banco do Brasil - devem seguir caso o comprador deseje migrar de uma instituição para outra. Ainda segundo as diretrizes, a portabilidade nesse segmento não está permitida para contratos de financiamento de imóveis na planta, e o sistema de amortização do empréstimo - prestações decrescentes ou prestações fixas - não pode ser alterado. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças no Ceará (Ibef-CE), Delano Macêdo, a portabilidade para financiamentos feitos com recursos do FGTS tende a tornar o crédito imobiliário mais vantajoso para o consumidor. Entretanto, frisa, a falta de divulgação sobre o assunto e a burocracia no processo de transferência da dívida são grandes entraves para que o recurso seja utilizado com maior frequência.
Campanhas necessárias
Conforme explica Macêdo, os bancos dificilmente farão campanhas publicitárias atraindo clientes de instituições concorrentes. "Imagine um banco fazendo uma propaganda chamando os clientes de outro banco e dizendo que faz portabilidade com taxas menores. Isso seria antipático entre os seus pares (as instituições concorrentes)", aponta, acrescentando que o governo deve fazer a divulgação sobre esse tipo de operação, para orientar os consumidores.
O presidente do Ibef-CE ressalta que, para conquistar os clientes, a portabilidade de financiamentos imobiliários tem de ser simplificada. Macêdo conta já ter realizado um processo desse tipo, há quatro anos, quando quase desistiu da transferência da dívida por conta da burocracia durante a mudança. "Hoje, isso já pode ter melhorado, mas tem que ser um processo simples, senão vai ser muito desgastante para o consumidor".
Vantagem no longo prazo
Apesar das dificuldades, comenta, a portabilidade no caso dos financiamentos imobiliários pode ser muito vantajosa ao cliente - caso feita de forma simples -, uma vez que os contratos costumam ser de longo prazo. A redução na taxa juros, aplicada em um contrato de 20 anos, exemplifica, pode implicar numa redução expressiva do valor total do investimento.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, o acirramento da concorrência entre os bancos a partir da possibilidade de transferência das dívidas deverá tornar mais frequente esse tipo de procedimento - ainda pouco utilizado no Estado. "Como o crédito imobiliário é uma parceria de longo prazo, os bancos oferecem todo tipo de serviço para fidelizar o cliente, como cartões de crédito e seguros. Então, não havia essa cultura (de transferir a dívida). Mas essa concorrência agora só traz vantagens pro consumidor", salienta Montenegro.
Regulamento
O regulamento publicado ontem permite que os agentes financeiros, a seu critério, possam reduzir o porcentual do diferencial de juros e a taxa de administração, nas operações em que estas são pagas pelo devedor, como forma de incentivar a portabilidade.
Já o valor e o prazo da operação no agente financeiro proponente não podem ser superiores ao saldo devedor e ao prazo remanescente da operação de crédito objeto da portabilidade na data da sub-rogação da dívida.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

VAGA PARA O SENADO


Tasso admite ser pré-candidato

23.04.2014

A executiva nacional do PSDB se reuniu ontem, em Brasília, para tentar solucionar problemas de palanques estaduais

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Na reunião da Executiva do PSDB, ontem, o presidenciável Aécio Neves contou com a presença do ex-senador Tasso Jereissati
FOTO: ORLANDO BRITO/ DIVULGAÇÃO PSDB
Brasília (Sucursal). O ex-senador cearense, Tasso Jereissati, admitiu ontem, em reunião em Brasília, que se for imprescindível ao PSDB e à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, ele, Tasso, apresentará sua candidatura ao Senado Federal pelo Estado do Ceará.
"O que eu coloquei é que eu tenho um compromisso com este partido. Um compromisso com este país e hoje o grande compromisso com este partido é a candidatura do Aécio", disse Tasso. "Eu acredito que tudo diz que o país não pode continuar como está e dentro deste compromisso se for importantíssimo para a consolidação desta candidatura (Aécio) no Estado, nós vamos levar este compromisso nem que seja o caso de algum compromisso pessoal ter que ficar em segundo plano", explicou o cearense.
A afirmação trouxe alívio ao presidente da legenda, Luiz Pontes, que disse ter entrado tenso no encontro e ter saído tranquilo. "Foi bom porque ele (Tasso) deixou bem claro que se a sua candidatura, se for imprescindível o nome dele, tudo bem. Eu saio daqui profundamente satisfeito. Não é uma candidatura, mas é uma pessoa que está bem mais sensível do que no começo desta jornada", disse o presidente do PSDB cearense.
Sobre candidaturas ao governo do estado, Pontes afirmou que o apoio tucano será dado àquele candidato ao Palácio da Abolição que der total apoio a Aécio Neves. "Quem subir no palanque junto com o Aécio, fizer campanha por ele aqui no Estado, terá o nosso apoio".
Em relação a possíveis alianças entre os tucanos no Estado e as demais legendas, Tasso afirmou que esta será uma conversa muito difícil, principalmente com o PMDB, "mas não impossível". Segundo Tasso neste momento o PSDB está desenvolvendo conversas com o PR e com o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR).
Palanques
Tanto no Ceará como no resto do país, a preocupação tucana está centrada nas alianças e no lançamento de nomes a vice-governador onde não há candidatura própria e à vice-presidência na chapa de Aécio. Tasso Jereissati afirmou que tudo se encaminha para que o PSDB apoie a indicação de Roberto Pessoa.
"Temos tempo e vamos utilizar esse tempo. Até o início de junho essa questão estará definida. Temos nomes altamente qualificados que poderão acrescentar muito à chapa", disse Aécio.
A executiva nacional do PSDB se reuniu ontem em Brasília para tentar solucionar problemas de palanques estaduais. O senador mineiro diz já ter soluções em 80% dos Estados, com exceção de casos como o Rio de Janeiro - onde parte do PMDB quer apoiá-lo, mas o ex-prefeito César Maia (DEM) quer o apoio do tucano para a sua candidatura ao governo do Estado. Outro Estado ainda indefinido é o Rio Grande do Sul, onde Aécio diz estar em conversas "muito adiantadas" para ter o apoio da pré-candidata ao governo Ana Amélia Lemos (PP).
No Nordeste, onde a presidente Dilma Rousseff (PT)teve ampla maioria nas últimas eleições, Aécio avalia que o cenário é mais favorável à oposição especialmente em Estados como a Bahia e o Ceará. "No Nordeste, a nossa situação é muito melhor do que era nas últimas eleições. Ganhamos musculatura em praticamente todos os Estados. Nenhum dos outros candidatos tem esse diferencial, incluindo a presidente Dilma. Cumprimos nosso dever de casa até aqui".
Segundo o senador, o PSDB terá candidatos próprios em pelo menos dez Estados (Goiás, Santa Catarina, Paraná, Minas, Alagoas, Paraíba, Pará, Distrito Federal, Rondônia e Espírito Santo). Em São Paulo, Alckmin tentará a reeleição.
Lançamento
O PSDB decidiu ontem lançar no dia 14 de junho, em São Paulo, a candidatura de Aécio à Presidência da República, de olho no apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da ala da sigla ligada ao ex-governador José Serra (PSDB).
A cúpula do partido lançou ontem a pré-candidatura do tucano durante reunião da executiva nacional do PSDB em que representantes dos 27 diretórios estaduais do partido lançaram manifesto em apoio a Aécio.
No documento, os tucanos afirmam que o candidato do PSDB representa o "desejo de mudança" da maioria dos brasileiros após "anos de um regime de improviso, compadrio e ineficiência". O manifesto também diz que o país está "cansado de desvios, mazelas e escândalos de corrupção em série". (com agências de notícias)
Rose ane silveira
Repórter

NA SEMANA SANTA HOMICÍDIOS CAEM



SEMANA SANTA

Homicídios caem 33% no feriadão

23.04.2014

Balanço indicou queda nos números de assassinatos no Estado. Em Fortaleza, a redução nas mortes foi de 20%

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Uma das mortes foi registrada na Granja Portugal, em Fortaleza. Lucimara Firmino da Silva, 22, foi assassinada por um casal de adolescentes
FOTO: ALEX COSTA
O número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam os homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, registrados no Ceará durante o feriado da Semana Santa sofreu redução em comparação com igual período do ano passado. De acordo com balanço divulgado no final da tarde de ontem pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), houve uma diminuição de 33,3% nos homicídios no Estado durante os quatro dias da Páscoa.
Conforme a SSPDS, foram registrados 52 CVLIs de 0h da quinta-feira (17) até 23h59 de domingo (20). Em 2013, de 0h da quinta-feira Santa (dia 28 de março) até 23h59 do domingo de Páscoa (31 de março), haviam sido registrados 78 crimes.
Elogios
O titular da SSPDS, Servilho Paiva, durante solenidade que marcou o início da Semanada da Polícia Civil, no prédio da Delegacia Geral da Corporação, na tarde de ontem, comemorou a redução no número de CVLIs no Estado, durante este feriado. O secretário teceu elogios aos esforços dos agentes que trabalharam durante o período. "Os dados indicam que estamos no rumo certo, apesar de estarmos no início da caminhada. Quanto maior o engajamento dos servidores do Sistema de Segurança, a quem desde já agradecemos o empenho, melhor serão os nossos resultados", disse.
Servilho enfatizou a quantidade de vidas salvas no Estado. "Nesse período, que é sempre muito duro para a Polícia, um feriado muito violento, temos a alegria de comemorar bons resultados para a sociedade cearense. Foram 26 vidas salvas. Agradeço a todos os homens e mulheres que fazem a Polícia por isso", exaltou o secretário.
A Capital também apresentou diminuição na quantidade de vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais durante o feriado da Semana Santa. No recorte feito pela SSPDS, de quinta-feira Santa ao domingo de Páscoa deste ano, foram contabilizadas 28 mortes por CVLI em Fortaleza. Em 2013, a cidade havia registrado em igual período o número de 35 homicídios.
Apreensões
A quantidade de apreensões de entorpecentes também aumentou no Ceará durante o período da Páscoa. Segundo os dados da SSPDS, foram 194 quilos de drogas apreendidos no Ceará nos quatro dias do plantão. Ano passado, somente 2,24 quilogramas foram capturados pelas Polícias Civil e Militar, no mesmo período festivo em todo o território cearense.
Em Fortaleza, foram apreendidos 192 quilos de drogas entre a quinta-feira e o domingo neste feriado. Em 2013, haviam sido retirados de circulação modestos 0,25 gramas de entorpecentes em recorte semelhante.
Levi de Freitas 
Repórter

OPOSIÇÃO AO PAPA FRANCISCO


Cardeal diz que papa Francisco começa a enfrentar oposição no Vaticano

Maradiaga diz que expressões como "o que quer esse pequeno argentino?" e "cometemos um erro" começam a ser ouvidas em Roma
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FILIPPO MONTEFORTE/AFP
Segundo cardeal aliado, oposição a Francisco surge no Vaticano
O papa Francisco começa a enfrentar oposição no Vaticano. É o que vazou de um discurso do cardeal hondurenho dom Óscar Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa desde 1993. Ele teria falado para sacerdotes da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como franciscanos, no Estado norte-americano da Flórida e declarado que “Francisco está construindo um novo jeito de ser Igreja (Católica), mas o seu caminho semelhante ao de São Francisco de Assis para reparar a Igreja no século XIII está encontrando dificuldades na Cúria Romana”.

Ainda de acordo com Maradiaga, muito próximo ao atual chefe da Igreja Católica, ele observou que “a belíssima, mas estranha popularidade do papa, está causando proselitismo; mas devemos estar prontos para encarar a oposição não somente na velha Cúria, mas também com qualquer um que não queira perder privilégios”.

“Temos de estar preparados, já que essa belíssima, mas estranha popularidade (de Francisco) está causando proselitismo, mas igualmente encarar a oposição não somente na velha Cúria, mas também com qualquer um que não queira perder privilégios”, disse o cardeal.
 
“Cometemos um erro”
Maradiaga afirmou que expressões como “o que quer esse pequeno argentino?” e “cometemos um erro” estão começando a ser ouvidas em Roma. O cardeal foi encarregado por Francisco para ser o coordenador do Conselho dos Cardeais, que tem a missão de ”estudar um projeto de reforma da Cúria”.

O discurso foi pronunciado no dia 8 deste mês e agora foi divulgado pela revista norte-americana religiosa National Catholic Reporter. Quem passou as informações para a publicação foi o padre americano Thomas Washburn, secretário-executivo da English Speaking Conference, entidade que representa os frades da Ordem nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Lituânia e Malta, e que foi um dos organizadores do evento. A ordem foi fundada por São Francisco de Assis em 1209. (da Folhapress

A EQUAÇÃO DE TASSO

Há uma complexa equação a ser resolvida para fazer de Tasso Jereissati (PSDB) candidato ao Senado. Sua entrada na disputa interessa a muita gente e, por isso, envolve bastante pressão. Mas há interesses antagônicos e condições difíceis de serem atendidas. A candidatura é crucial para os interesses tucanos no Nordeste. Seria talvez seu mais importante cabo eleitoral na única região em que o partido não tem nenhum governador. Mas está longe de haver definição. Hoje haverá mais um da série de encontros nacionais, mas que não será conclusivo. 

A prioridade de Tasso nestas eleições é garantir o palanque a Aécio Neves (PSDB) no Estado. O que demanda o apoio de uma candidatura a governador. E precisa ser minimamente competitiva, pois Tasso provou o sabor de sua primeira derrota pessoal em 2010 e não gostou. Não se lançará em aventura, não será candidato kamikaze. Caso decida concorrer, precisará de alianças e estrutura.
 
A opção mais fácil para que esse cenário se viabilize é o entendimento com Eunício Oliveira (PMDB). Com um probleminha: o peemedebista está no palanque de Dilma Rousseff (PT). Há conversas com o PT nacional para que a presidente e Lula fiquem fora da campanha no Ceará, mesmo com os petistas locais aliados ao Pros.
 
Obviamente, se Eunício começar a pedir voto para Aécio, o acordo se desfaz. Por outro lado, se não for para dar suporte à candidatura presidencial tucana, não faz sentido para Tasso entrar na parada.
 
A chapa com Tasso encorpa a candidatura de Eunício, ainda sem uma aliança de primeiríssimo time. Mas talvez não valha o preço de ter o ex e a atual presidente no palanque adversário. Eunício contou com ambos contra o próprio Tasso em 2010, na candidatura ao Senado, e sabe o que isso significa.
 
O caminho que hoje parece mais provável para Tasso sair candidato implicaria numa tentativa de equilibrismo de Eunício, sem adesão a Aécio, embora com os tucanos em seu palanque pedindo voto para o candidato a presidente. Seria um risco de se desgastar com os dois lados sem agradar ninguém. A começar por Tasso, que já não está não disposto a concorrer e ainda teria um palanque meia boca para o tucano no Ceará.
 
E, diante das dificuldades de Eunício de conciliar os interesses locais e nacionais, a partir de Brasília começa a ganhar corpo a ideia de que o palanque de Aécio no Ceará venha a ser o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, numa aliança PSDB-PR. Pessoa já foi consultado pela direção nacional do PR e disse que topa.
 
PRAZO E ARTICULAÇÕES
Até o feriadão, Tasso e Eunício não haviam tido o aguardado encontro. Os únicos contatos haviam sido há alguns meses, entre o senador e o presidente do PSDB cearense, Luiz Pontes. Como não pegaram bem, sobretudo nos lados do Palácio, as notícias sobre contatos entre o peemedebista e todos os principais opositores de Cid Gomes, o senador estaria à espera do prazo fixado para Cid dar a resposta sobre apoiá-lo ou não: 30 de abril.

A semana que vem provavelmente demarca novo momento na campanha, sobretudo na oposição.
 
Ninguém dá uma pataca furada pela perspectiva de Cid apoiar Eunício, mas o rompimento ganhará cores mais definitivas a partir de maio.
Fonte: Jornal o povo

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"Senado não é casa para aposentadoria", diz pré-candidato José Guimarães

O deputado federal fez referência à possibilidade do ex-governador Tasso Jereissati entrar na disputa pelo Senado em 2014
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TATIANA FORTES / O POVO
Presidente do PT-CE, Assis Diniz, com o deputado José Guimarães
O deputado federal José Nobre Guimarães, pré-candidato ao Senado em 2014 pelo PT, afirmou, nesta terça-feira, 22, não temer uma candidatura do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB). Ao mesmo tempo, deu um recado: o Senado precisa de renovação e não deve se transformar numa casa para aposentadoria de políticos. No domingo, 20, o presidente do PT estadual, Francisco de Assis Diniz, instigou que, se for candidato, “Tasso vai perder de novo”. 

“Quem quer ganhar a eleição não teme ninguém. Com muita humildade, vamos comparar as trajetórias, comparar as histórias e comparar o legado e, a partir daí, o eleitorado do Ceará é quem define”, acentuou Guimarães, observando ser fundamental para o PT apostar na “renovação profunda” no Senado. Desde o governo de Lula, o PT tem se prejudicado com a queda de braço política nessa Casa. A mais recente peleja é a CPI da Petrobras.

“O Senado Federal não pode ser a casa da aposentadoria dos políticos. Tem que colocar sangue novo, pessoas novas, forças novas para fazer do Senado um instrumento eficiente na defesa dos projetos para o Ceará”, disse Guimarães. 


Sobre o ex-governador, o deputado acentuou: “O Tasso já cumpriu seu papel como político do Ceará. Foi governador três vezes, senador oito anos. Os ciclos políticos se iniciam e se encerram. É um fato natural”.

PSDB
A entrada de Tasso na disputa pelo Senado tem sido foco de pressão por parte de partidos opositores de Cid no Ceará e da cúpula nacional do PSDB. A formação de um palanque forte no Estado para o pré-candidato à presidência da República,Aécio Neves, depende do completo apoio de Tasso, o nome mais forte do PSDB cearense. 

O ex-senador tem dito que não quer voltar ao cenário político-eleitoral, desde a derrota, em 2010, quando disputou o Senado com Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). 

O presidente do PT Ceará, Assis Diniz, disse que, se entrar na disputa, Tasso “vai perder de novo”. Em contrapartida, o presidente do PSDB-CE, Luiz Pontes, disse que o PT “não deveria se preocupar com as eleições dos outros, mas em explicar os roubos da Petrobras e arranjar novas penitenciárias para prender outros petistas”, disse Pontes, referindo-se ao mensalão.

Na manhã desta terça-feira, Luiz Pontes e Tasso Jereissati participam de reunião da cúpula nacional do PSDB. Na ocasião, devem ser articuladas reuniões com políticos do Ceará, como Roberto Pessoa (PR) e Eunício Oliveira, ambos prováveis candidatos ao Governo do Estado, para formação de chapa. 

Redação O POVO Online
com informações do Blog do Eliomar