domingo, 13 de março de 2016

CAMILO CUMPRE O CALENDÁRIO PARA ALIAR O PT AOS PEDETISTAS

A convicção de aliados do prefeito e do governador é a de que os empecilhos da lei não o afastará da campanha.
Fac-símile da matéria relatando os caminhos do governador Camilo Santana, na busca de evitar a candidatura própria do PT, para apoiar a candidatura do prefeito
O PT de Fortaleza fará sua conferência dia 17 de abril, para decidir sobre uma candidatura própria à Prefeitura da Capital cearense, em outubro próximo. Como o prazo das homologações de nomes para a disputa deste ano vai de 20 de julho a 5 de agosto, alguns petistas associam a fixação da data da definição de uma posição do segmento local da agremiação, ao calendário estabelecido pelo governador Camilo Santana para suas ações de convencimento da maioria do seu partido a se coligar com o PDT do prefeito Roberto Cláudio. O calendário de Camilo como aqui retratado em 14 de fevereiro, começava com conversas com a presidente Dilma Rousseff e Rui Falcão, presidente nacional do PT.

Camilo vai estar no palanque de Roberto Cláudio. A nenhum dos dois interessa uma relação incestuosa, que não lhes permita fazer o mesmo comício, ou aparecerem juntos na propaganda eleitoral. E a legislação eleitoral tem limites para o compartilhamento de espaços em concentrações e no horário do rádio e televisão, no curso da campanha eleitoral, permitido a apenas os do partido do candidato ou a ele coligados.

O governador disse ao presidente nacional do PT, e posteriormente à presidente Dilma, da sua determinação de figurar como copatrocinador da campanha de reeleição do prefeito de Fortaleza. Apontou suas razões, e as do PT, no Estado, e em outros municípios brasileiros, algumas delas já descritas neste espaço. E só depois dos contatos nacionais, Camilo começou a conversar com os companheiros de partido a ele mais ligados.

Exaustão

Pelo comportamento demonstrado até aqui, o governador vai perseguir, até a exaustão, o objetivo de persuasão para conseguir o seu objetivo, a aliança do PT com o PDT, incluindo, no percurso, nova rodada de conversações com a cúpula nacional do partido.

Esta, também, será instada pelos representantes maiores do partido do prefeito, com os argumentos expostos por Camilo, para cobrarem a reciprocidade de apoios dados, no passado, ao próprio Camilo, e no presente, a candidatos petistas em cidades importantes para o partido, dentre outras São Paulo.

O ex-governador Cid Gomes, nas páginas do Diário do Nordeste, recentemente, disse da disposição do comando do PDT, sobretudo se baldados os esforços de Camilo, tão interessado em ser bem-sucedido na missão, quanto o próprio prefeito em ter o apoio, de discutir todas as alianças nacionais, condicionando-as às de Fortaleza, considerada a mais importante, também por se tratar de uma reeleição.

Ademais, acrescentam aliados do prefeito, não há sentido a indiferença do comando partidário, se a dificuldade para a formalização de um acordo é patrocinada por uma parte do diretório municipal, de oposição, também, ao governador.

A reciprocidade dos interesses do prefeito e do governador, além da afinidade que os une, está 2016 para Roberto Cláudio, e 2018 para Camilo. Qualquer que venha a ser o resultado de outubro próximo, o atual prefeito, pelos números da disputa municipal, e a sua importância no grupo político onde ambos estão abrigados, terá voz altiva para se posicionar a favor ou contra a pretensão de reeleição do governador. E a manifestação de amanhã, por óbvio, dependerá, indiscutivelmente, do tamanho do empenho e participação do chefe do Executivo estadual no pleito deste ano.

Sinalização

O encontro promovido pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), quarta-feira passada, no seu apartamento de Brasília, anima brasileiros preocupados na solução da gravíssima crise que o País experimenta, nos campos da política e da economia. Inicialmente envolvendo alguns nomes do partido do senador cearense e do PMDB, o projeto de Tasso é reunir pessoas de outras agremiações, e, de imediato apresentarem um projeto de enfrentamento da questão, de primeiro no ambiente político, o mais gravemente abalado, com as consequências das feridas morais e éticas abertas a partir do centro do Poder da República.

Tasso está otimista com a receptividade de sua iniciativa. Ele já anuncia novas reuniões, mais ampliadas, posto entender a necessidade de participação de representantes de outras agremiações, não apenas de oposição ao atual Governo, mas de todos quantos estão entendendo a gravidade do momento e a necessidade de providências capazes de conter o ceticismo aliado à fúria da população atingida pelo desemprego, a inflação, o sinal de desgoverno, e a possibilidade do surgimento de uma revolta geral, impossível de controle, consolidando o caos.

Não é fácil, mas a seriedade do momento cobra união, desprendimento, sabedoria de todos quantos detenham mandato eletivo, sobretudo eles, no buscar de uma saída para o drama vivido por todos os segmentos sociais brasileiros. Mas, não são apenas políticos (os que se respeitam e por isso são respeitados) que têm a incumbência de buscarem as soluções esperadas. Representantes da chamada sociedade civil também são chamados a contribuírem para melhorar o Brasil, inclusive cobrando dos políticos sérios ações que permitam defenestrar do meio deles todos os reconhecidamente irresponsáveis com o mandato.

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